Código de ética da Atricon é tema de palestra no TCMRJ

ATUALIZADA EM 25/07/2022

O filósofo Norberto Mazai proferiu uma palestra na manhã de hoje, 25/07, para os servidores do Tribunal de Contas do Município do Rio (TCMRJ), sobre o Código de Ética da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). Mazai falou sobre a consideração que todos devem fazer sobre o que vem a ser ética, o que, segundo ele, "é uma reflexão sobre a conduta humana e que tem de ser vivida e não sabida". A palestra foi uma iniciativa da Divisão de Treinamento e Capacitação (DTC), do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), e teve por objetivo mostrar que a ética é um tema transversal de interesse de todos os servidores.

Graduado em Filosofia, Mestre e Doutor em Filosofia da Educação e Pós-doutor em Educação, Norberto Mazai destacou que o servidor público tem que conhecer e recorrer sempre a todo Código de Ética. Ressaltou, ainda, que temas como preservação e defesa do patrimônio público, legalidade, transparência, moralidade, impessoalidade, honestidade e decoro, estão entre os princípios e valores que todo funcionário público deve seguir.

- Os atos, comportamentos e atitudes dos servidores incluirão sempre uma avaliação de natureza ética, de modo a harmonizar as práticas pessoais com os valores institucionais - enfatizou Norberto Mazai.

Para o professor e filósofo, um código de ética impõe deveres fundamentais aos servidores como exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimento. Além disso, deve proceder com honestidade, probidade e tempestividade. E  quando estiver diante de algum impasse, deve escolher a melhor opção que se adeque à ética e ao interesse público, assim como jamais retardar qualquer prestação de contas. Esta última, segundo Mazai, ?condição essencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade".

Mazai ressaltou que é dever mais do que fundamental tratar cuidadosamente os usuários dos serviços públicos, aperfeiçoando o processo de comunicação e o contato com o público. "Nós, servidores públicos, não estamos a serviço próprio e sim do outro. É muito importante sempre lembrarmos disso", afirmou. O filósofo disse que os servidores dos Tribunais de Contas não vivem só de deveres. "Eles têm também os seus direitos, como trabalhar em ambiente adequado que preserve sua integridade física, moral, mental e psicológica e devem ser tratados com equidade nos sistemas de avaliação e reconhecimento de desempenho individual, remuneração, promoção e transferência, assim como devem ter acesso às informações a eles inerentes", finalizou.

Código de ética da Atricon é tema de palestra no TCMRJ