Riscos de irregularidades podem ser detectados com inteligência

ATUALIZADA EM 18/02/2019

Nesta quinta-feira (14 de fevereiro), o corpo técnico do TCE-RJ apresentou, no auditório do TCMRJ, uma ferramenta inovadora, desenvolvida pelo próprio tribunal de contas estadual, para análise de dados. O Indicador de Risco de Irregularidades (Iris) tem como ponto chave desenvolver critérios que apontam para onde a auditoria deve ser focalizada, considerando a otimização da atuação de controle em meio ao acúmulo de informações.

Embora sua primeira versão tenha sido disponibilizada em 2017, o trabalho, iniciado pela Coordenadoria de Auditoria Temáticas e Operacionais do TCE-RJ, teve origem em 2012, quando foram introduzidas metodologias para análise da folha de pagamento dos municípios. Posteriormente, os trabalhos foram orientados para identificar empresas que agiam em conluio em licitações, analisar contratações de bens e serviços, auditar programas como o Renda Melhor e o Aluguel Social e fiscalizar o Bilhete Único Intermunicipal, ocasião em que foi colhida uma grande massa de informações úteis.

Durante a palestra, foi apresentada a metodologia do Iris, quais critérios são utilizados e que resultados são possíveis com o seu uso. O indicador de risco apresenta fatores compostos por tipologias de controle, que seguem critérios sigilosos e dinâmicos, para análise de contratos. Segundo o Manual de Seleção de Objetos de Auditoria do TCE-RJ, 'tipologias são diferentes categorias de análises de riscos adotadas, denotando indícios de irregularidades, impropriedades ou simplesmente um risco maior do que o referido contrato venha apresentar problemas em sua execução".

Nesse sentido, foi frisado que os resultados são apenas indicadores de risco, e não que as irregularidades aconteceram de fato. Assim, a auditoria pode ser melhor direcionada, poupando custos e otimizando resultados. Nas palavras da presidente do TCE, Marianna Willeman, "o Iris, atualmente, é extremamente importante para o Tribunal de Contas do Estado, em decorrência do universo enorme e infindável de objetos passíveis de controle que temos frente aos nossos jurisdicionados". 

"Como nossos recursos humanos, assim como nosso tempo, nossa energia, e nossos recursos financeiros são limitados, precisamos fazer escolhas, o que significa também eleger renúncias. Por isso, é muito importante que o Iris nos traga um norte, para que nossas escolhas sejam motivadas de maneira impessoal", concluiu a presidente interina Marianna Willleman.

Riscos de irregularidades podem ser detectados com inteligência