TCMRJ verifica obras de clínicas da família, metade delas paralisada

ATUALIZADA EM 07/02/2018

A Clínica da Família Helena Besserman Vianna, localizada na comunidade Rio das Pedras, na Zona Oeste, foi inaugurada em março de 2016 e é a maior da cidade. Com 24 consultórios, realiza uma média de 10 mil atendimentos médicos por mês, segundo a gerente técnica Renata Dias, que recebeu a equipe de auditores do TCMRJ para uma visita in loco, no dia 31 de janeiro.

Luizimar de Araújo Junior e Sheila de Carvalho Neves, da 2ª IGE, inspetoria do Tribunal de Contas carioca especializada em auditoria de obras do município, nesse dia completaram a verificação das condições físicas das 28 clinicas da família que a prefeitura do Rio deveria ter entregue em maio de 2017, como resultado do contrato celebrado com a construtora Engetécnica, no valor de mais de 136 milhões de reais.

O que eles encontraram foram situações completamente díspares. Se a comunidade de Rio das Pedras pode contar com uma infraestrutura de saúde de qualidade como aquela, a favela da Muzema, a menos de 3 quilômetros dali, convive todos os dias com a frustração de ver o terreno de mil metros quadrados, onde deveria ser construída também uma clínica da família, vazio.

A situação reflete a paralisação das obras causada pela suspensão dos pagamentos do contrato, pela Prefeitura, em março do ano passado. Por isso, 15 clínicas não foram concluídas, algumas com mais de 50% dos serviços realizados, outras ainda na fase de fundação.

?Eu vejo como positiva a visita do TCM aos canteiros de obras, que está constatando que, em alguns deles, os serviços tiveram de ser paralisados. Acredito que, havendo uma sensibilidade da alta administração (no sentido) de dar continuidade aos empenhos, nós concluiremos todas as 28 clínicas a serem entregues?, argumentou Rony Caminiti Ron Ren? fiscal da Riourbe, empresa municipal gestora da obra.

Essa também é a esperança de pessoas como Eliana Barreto, moradora da Muzema. ?Metade dos moradores daqui é (formada por) idosos e crianças e não temos nem um posto de saúde. Faz falta?, disse ela, ao aproximar-se dos auditores do TCMRJ, que constataram de perto o canteiro que já consumiu mais de 800 mil reais em serviços de projetos, fundação, mão-de-obra, nivelamento de terreno e construção de muro de contenção.


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